Não há fé que resista ao estômago roncando!

– Puta que o pariu, que susto! – falou o monge ofegante. – Ai meu Deus, desculpe pela minha boca suja – disse olhando para o teto. – Isso não se faz. Assustar as pessoas! Aliás, quem é você?

– Não se lembra mais dos amigos, Lucio? – disse me agachando do seu lado. – Quantos jarros já bebeu hoje?

O monge cofiou a barba castanha, franziu o cenho, coçou a barriga rotunda, aproximou a vela do meu rosto e, enfim, abriu um sorriso largo.

– Alessio.

– Sou eu mesmo – respondi ajudando-o a se levantar.

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