Sexo frágil? Pergunte aos agressores mortos!

Abri os olhos. Tita tocava o meu ombro.

– Acho que chegou o momento da dança final – ela me encarou, o semblante calmo.

– Então vamos bailar – meu braço doía, mas mesmo assim conseguia segurar a espada com firmeza.

Tita ficou na ponta dos pés e me beijou, senti um gosto de sangue na boca. Sangue forte, imortal. Ela piscou para mim.

O sangue de Tita era poderosíssimo e eu me senti muito melhor. As dores diminuíram e o vigor retornou ao meu corpo.

Raposa pegou uma pedra no chão. Fechou um dos olhos, mirou e atirou-a com força. Acertou em cheio na testa do bispo que acompanhava os guerreiros. Ele cambaleou para trás e caiu de costas no chão. Teve uns espasmos e logo morreu. Os homens entreolharam-se boquiabertos.

– Na guerra sempre mate primeiro quem tem mais importância – a menina saiu de dentro da muralha, a machadinha em riste.

Acompanhei-a ainda mancando. Quando nos viram, muitos homens tentaram fugir, desesperados, acabando com a parede de escudos malfeita.

Os outros nos atacaram.

E a dança da morte recomeçou.

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