Cotidiano

Quantas experiências deixamos de viver pelo medo de nos arriscarmos?

piquena-na-escada
Os cães são meus grandes mestres. Eles vivem o presente e buscam acima de tudo o equilíbrio. E assim, vencem os desafios com naturalidade e felicidade.

Sempre fui uma pessoa comedida. Desde criança evito os riscos “não calculados” e sempre tento me manter focado e analisando todos os cenários e perspectivas em que consigo pensar.

Já fui chamado de medroso, cagão, bundão e afins – e muitas vezes com razão. Quantas experiências legais deixei de viver por causa do medo?

E esse medo nem sempre é factível, real. Já deixei de fazer coisas pela simples incerteza de que daria certo.

Uns chamam essa postura de conservadora. Será?

Estudei em uma faculdade que nem fazia tanto o meu gosto, mas que era altamente renomada e poderia trazer excelentes perspectivas profissionais.

Segui durante anos num ritmo profissional enlouquecido, estressante e de pouco valor – de que vale trabalhar tanto se nos esquecemos dos nossos amigos, da nossa família e de nós mesmos? –, não tinha horários, não conseguia ter vida pessoal.

Tudo em prol da tal segurança e certeza. Tudo pelo tal conservadorismo.

Quando a mente e o espírito não estão em sintonia, o corpo cobra altos juros

Eu já vinha me arrastando pela vida. E uma bela noite meu corpo cobrou uma taxa que poderia ter sido alta demais. Tão alta que eu não poderia pagá-la nessa vida.

Assim, aos poucos resolvi mudar. Não foi em um dia, uma semana ou em um mês. Foi um processo gradual.

Agora me permito experimentar mais.

Mudei de carreira, escrevi livros (minha alma está neles), apresentei-me ao mundo como uma pessoa que quer interagir.

“A vida é muito curta para ser pequena”Benjamin Disraeli.

Hoje faço trilhas sem ficar pensando: “Será que um gordão como eu consegue?”. Eu vou, encaro, fico cansado, mas muito realizado quando completo o caminho.

(a próxima meta é deixar de lado essa sobrecarga na minha pança). Ahahhahahaha!

Hoje me permito brincar comigo mesmo, sem ressentimentos e sem pensar: “Por que sou assim, ou não sou assim?”.

Hoje me permito conhecer pessoas novas, visões novas, novas verdades sem ficar julgando, mas sim acrescentando-as ao meu conhecimento.

E permito que as pessoas me conheçam, seja pelos meus escritos, pelo que penso, interajo, apresento e vivo.

Lógico que ainda tenho medo!

Que ainda fico hesitante e com o pé atrás em muitas situações. Entretanto, aprendi a respirar fundo, ponderar e encarar o novo.

E tenho gostado muito dos horizontes que surgem adiante.

Vamos juntos nessa?

Até mais!

Observe os cães e veja como eles nos ensinam a superar todos os obstáculos

 

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