Literatura

A importância do indivíduo e da diversidade para a evolução do mercado cultural

Esse ano de 2017 está sendo muito interessante, pois tenho participado de diversos eventos, de várias modalidades e junto com muitos profissionais. De feiras medievais com a Ana Lúcia Merege, eventos de anime com a Karen Alvares e Jaqueline de Marco, à muitos encontros geeks e de quadrinhos com o Raphael Fernandes.

Estou tal como os antigos caixeiros-viajantes: Santos, Capital de São Paulo, Interior, Rio de Janeiro, foram alguns dos locais por onde passei. E a agenda está crescendo até o final do ano. Já nem desfaço totalmente as malas.

E em todos eles reencontro amigos e conheço novos profissionais. E sempre trago para casa materiais de altíssima qualidade. Originais, ainda desconhecidos, mas excelentes, leituras que me chacoalham e me fazem sorrir, pois sei que estamos criando algo de valor. Não devemos nada para os estrangeiros.

A riqueza da nossa produção cultural ainda é pouco conhecida: muitos dos leitores só têm acesso aquilo que surge com grandes investimentos de marketing, entretanto, também temos obras fantásticas sem essa repercussão. Basta olhar ao redor.

Estar é necessário

Uma das coisas que mais me motiva é poder estar junto ao público, por isso, sempre que posso, faço eventos. Tenho curtido muito o conceito de Artist’s Alley, com o contato direto, o papo descontraído, a possibilidade de conversar sobre o livro e não somente vendê-lo.

E tenho visto como há muitas, mas muitas pessoas interessadas na produção nacional!

Uns são apaixonados por humor: pegam as tirinhas do Salimena e do Ryot e começam a folhear e rir. Outros curtem a pegada do terror e se impressionam com O Despertar de Cthulhu em quadrinhos e O Rei Amarelo em quadrinhos.

Há aqueles que amam universos fantásticos e ficam felizes quando encontram obras como O Castelo das Águias ou mesmo Anna e a Trilha Secreta, que por ser infantil, podem comprar para seus filhos, sobrinhos e netos.

Vejo os olhos dos jovens brilharem ao conhecerem a história de Inverso e Reverso ou de Superdesapegada. Pedem fotos, abraços e chegam a se abanar com os marcadores de página enquanto as autoras autografam! Sim, eu vi isso.

Há também os entusiastas de realismo, que piram no conceito de Apagão e no impacto da história do Ditadura no Ar.

E claro, muitos ficam amarradões por descobrir a fantasia histórica da Série Tempos de Sangue. É gostoso demais quando leitores que já leram O Andarilho das Sombras ficam felizes ao me encontrar pessoalmente. É revigorante receber os feedbacks por e-mail ou mesmo nas redes sociais. Faz tudo valer a pena.

Citei apenas esses trabalhos, pois participei com esses autores em eventos e vivenciei essas experiências ao lado deles. Contudo, todos que trabalham nesses eventos podem relatar algo parecido sobre os seus trabalhos.

Os leitores conhecer aqueles que estão produzindo

Em tempos de redes sociais, o contato humano, cara a cara, nunca fez tanto sentido. Hoje as pessoas podem encontrar os profissionais os quais acompanham os trabalhos pela internet. Podem conversar sobre trechos, sobre alegrias, frustrações e afins.

Por isso é tão importante sair um pouco detrás da tela e dar as caras. Faz bem para a carreira – e para o espírito!

Enfim, apesar de um ano ridículo para o nosso país e para a nossa economia, afirmo: a produção cultural está evoluindo, está se profissionalizando por meio daqueles que querem fazer a diferença. Ainda precisamos aprender muito, errar muito até chegarmos ao patamar de outros mercados.

O bom é que há bastante gente com vontade de fazer acontecer. E muitos leitores que apoiam essas inciativas!

Vamos juntos nessa? Até mais.

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