Eduardo Kasse, muito prazer!
Escritor e roteirista

Série Tempos de Sangue

Escrita por Eduardo Kasse, a Série Tempos de Sangue é uma fantasia histórica que se passa entre os séculos X e XV (os romances, pois os contos e os quadrinhos têm uma abrangência temporal mais longa) – na Europa e conta as histórias de pessoas comuns que, por escolha ou acaso, tornaram-se imortais sedentos por sangue.

Em O Andarilho das Sombras, publicado em 2012, conhecemos a jornada de Harold Stonecross, filho de um rico senhor inglês que fugiu de casa ainda criança e viajou sem rumo acompanhado de pessoas muito interessantes como Edred, Espeto e mercadores que encontrou pelas estradas por onde passou.

Momentos felizes e trágicos que moldaram a vida do menino que viria ser conhecido como o Andarilho das Sombras.

Até que, para salvar alguém que amava, aceitou uma proposta maliciosa que mudaria totalmente a sua existência. Pela eternidade.

Já em Deuses Esquecidos , publicado em 2013, conhecemos a vida de Alessio di Ettore, um pobre lavrador que trabalhava no vinhedo de um mosteiro italiano, cristão e temente a Deus, que por estar no lugar errado no momento errado fora transformado em um ser que precisa de sangue para sobreviver.

Depois do ocorrido ele sai em busca de respostas com a ajuda de um monge glutão, beberrão e preguiçoso que também precisa expiar os seus próprios pecados.

O maior dilema de Alessio é: pode um ser como ele ainda ser amado por Deus?

 

 

No terceiro livro da série, Guerras Eternas, publicado em 2014, a paz na Catedral de Canterbury e nos vilarejos próximos fora quebrada e muitas mortes aparentemente sem explicação estão acontecendo, inclusive de membros importantes da igreja.

O arcebispo Stephen Langton precisa agir rapidamente e com vigor para impedir esses assassinatos, pois seu prestígio e importância estão sendo postos em dúvida: se ele não consegue proteger a Catedral e os fiéis, qual é a sua função?

Em O Despertar da Fúria, publicado em 2015, Harold Stonecross continua seu caminho pelas sombras, sedento pelo cada vez mais escasso sangue fresco e puro, numa época de dor e peste.

Contudo as trevas também se abaterão sobre o imortal, não pela doença, mas pelas mãos dos seus algozes, enquanto poderes ancestrais se reúnem na Inglaterra a fim de traçar o destino deles e da humanidade.

Em Ruínas na Alvorada, publicado em 2016, Harold Stonecross já é um imortal que viveu por mais de meio milênio, e o cansaço, a descrença e a apatia tomaram conta da sua alma. Ele quer seguir, mas não encontra a vontade, nada mais o encanta. É tempo de mudanças, de viagens e de ruínas na alvorada.

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A expansão do universo – HQs

A série de literatura já está completa e fechada. São cinco livros que narram as histórias de Harold Stonecross, Liádan, Stella e de diversos outros imortais. Contudo, Tempos de Sangue ainda segue Viva em outras mídias.

E em 2017 iniciamos o projeto de quadrinhos: histórias inéditas e independentes dos livros!

A Teia Escarlate – a primeira HQ da Tempos de Sangue

Os Deuses e seus filhos caminham entre nós. Basta olhar para as sombras

Da antiguidade ao renascimento, a vida de uma imortal é uma estrada cheia de corpos putrefatos e almas corrompidas pelas sombras.

Em uma cidade esquecida na região do Rio Nilo, encontra-se o templo proibido de Neith, a Deusa Arachne dos Antigos Egípcios. Todos os habitantes daquelas terras têm apenas um propósito: cultuá‑la e saciar seus desejos impuros. Mas com a chegada de Quintus, o centurião romano sob as ordens de Júlio César, tudo vai mudar.

E esse é somente o início desta saga de deuses esquecidos e imortais sempre envoltos em sangue, suor, lágrimas e muita dor.

Mergulhe sem pudores na jornada cheia de infortúnios de Juliette Minerva. Desde sua infância escondida em Roma como um tumor ceifador de vidas até a vida adulta, envolta em trevas, como uma libertina nos tempos do Marquês de Sade.

Os homens sempre tentaram extirpar sua feminilidade, castrar seu espírito livre. Mas seu poder ancestral os pôs de joelhos, implorando enquanto suas vidas se esvaiam entre as presas aguçadas.

A Teia Escarlate é o primeiro projeto expandindo o universo da pentalogia Tempos de Sangue, que rasga o véu de toda sujeira, perversidade e luxúria escondidas pela Igreja Católica durante a Idade Média. E mostra como Divindades Antigas criaram imortais que vivem do líquido rubro que corre nas veias humanas.

Enrede-se nos fios dessa teia, uma história em quadrinhos escrita por Raphael Fernandes e ilustrada por Clayton InLoco e Daniel Canedo, com capa de Ioannis Fiore. E entre as sombras de cada uma dessas narrativas aprecie contos escritos por Eduardo Kasse, o criador da série Tempos de Sangue.

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Antigos Imortais, os contos da Tempos de Sangue

Além das protagonistas, há muitos imortais antigos e poderosíssimos vivendo e se alimentando dos humanos,

Nos contos (e-books), você conhecerá anciãos vindos do Japão, Grécia, Britannia, Índia, França e muitos outros lugares.

Prepare-se para fazer uma jornada milenar junto aos Antigos Imortais!

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A ilha da Britannia sempre esteve banhada em sangue e seus povos e reinos foram forjados pela guerra, pelo calor das batalhas.

Houve um tempo em que os homens acreditavam nos deuses e clamavam por vingança contra os invasores.

E, em um momento da sua jornada, quando a fé e a esperança se esvaiam pelos golpes e ferimentos sofridos, os deuses atenderam as súplicas, os sacrifícios e quando a noite se adensou, uma serva leal e rainha por direito enfrentou os romanos.

E, naquela noite, um halo vermelho envolveu a Lua e os guerreiros ganharam novo ânimo. E a história foi escrita com espadas, lanças, escudos e presas.

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Entreguei-me de corpo e alma à esbórnia. Queria provar e provocar cada vez mais homens e mulheres. E esse ritmo desregrado apressou o meu fim. Talvez eu durasse mais uns anos, quem sabe, com sorte, até mesmo uma década.

Preferi viver intensamente a me fadar às regras e privações do tratamento. Monotonia nunca foi uma escolha para mim. Eu tinha dor, escolhi aplacá-la com vinho e com o prazer proporcionado por cada amante. Mesmo quando não conseguia desfrutar do momento, eu fingia. Ah, e que ator eu era! Ri da morte, mesmo estando em seus braços. Afinal, quem quer viver para sempre?

Que ironia!

O que você daria para ser imortal? Diodoros, o ateniense, nascido na Grécia antiga, sempre foi cobiçado por homens e mulheres durante a sua curta vida mortal. E quando alcançou a eternidade passou a ser venerado como um deus. Um deus das trevas.

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O filho da Lua não será venerado como os filhos do Sol. O Sol traz vida, a Lua, morte. O Sol traz esperança, a Lua, receios. Mas essa é a natureza da criação. Os contrapontos: claro e escuro, Luz e Trevas, esperança e descrença. Só há equilíbrio quando há forças opostas. Para existir o bem, é preciso que se conheça o mal. Para conseguir o alívio, antes é preciso sentir dor.

Em uma época em que os filhos dos Deuses guerreavam pela disputa do trono de Yamato – que viria a ser conhecido como o Japão –, um sábio conselheiro do imperador Jimmu, descendente de Amaterasu, Deusa do Sol, abraça as trevas e conquista a imortalidade.

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Coloquei-me de joelhos, usando minhas últimas forças, lutando contra a dor e a vontade de fechar os olhos e ficar imóvel para sempre. Peguei um pedaço de madeira afilado tal como uma estaca e apertei-o com as mãos. Olhei para o céu azul-escuro, salpicado com as primeiras estrelas da noite.

Lindo.

Perfeito.

Imenso.

– Eu não quero mais… – Estoquei contra o meu próprio estômago…

Não há vencedores numa guerra: a dor e o sofrimento permanecem mesmo depois que as batalhas acabam. Essa é a história de como as trevas dominaram Amalina, uma jovem esforçada e de bom coração, na época em que a França começava a ser delineada.

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De que adianta uma longa vida se não temos mais o brilho no olhar? Olhos que sequer podem contemplar a beleza da alvorada, envoltos em penumbra e paisagens cinzentas. Dói-me pensar em tudo aquilo que não posso ver, mesmo enxergando como nunca antes.

Tenho me sentido tal como uma estátua de mármore: frio, vazio, inerte.

De que adianta ter tudo o que se quer, quando o seu espírito não pertence mais a lugar algum? Vaga por vários caminhos sem nunca tomar um rumo certo.

Caminhos…

Jornadas…

Para onde vou?

Cansado de prazeres vazios, o imortal Diodoros de Atenas está em busca de novas emoções. É quando se depara com o capitão fenício Balthazar de Tiro e seu fiel escravo Lísias. Onde esse encontro pode levar? Este conto reúne um personagem da série Tempos de Sangue, de Eduardo Kasse, e a dupla de viajantes do tempo criada por Ana Lúcia Merege, autora da série Athelgard, que agora se aventura pelas águas do Mediterrâneo – com muito humor, ação e aventura.

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Nestes milhares de anos, perdi a conta de quantas vezes meus pés cruzaram a Terra. Não tendo um lugar para ir, peregrinei por quase todos os reinos, vi as cidades dos negros e dos amarelos, os pilares de Melkart e a grande esfinge que contempla a planície. Voltei a Kukkutarma, que encontrei vazia, exceto, curiosamente, pelos corpos retorcidos e duros dos que haviam sido mortos pelo disparo de Rudra. Quanto ao próprio deus, também o encontrei muitas vezes, em cemitérios, no campo aberto, nos templos que os Filhos do Carneiro passaram a construir para adorá-lo. Era como o imaginavam, ou talvez tenha escolhido se mostrar assim para alguns deles. O touro, porém, foi real a partir de um dado momento, assim como a serpente que passou a se enroscar em seu pescoço azulado. Eu os vi em sua morada no Kailasa, e vi a mulher com o colar de crânios, e a criança brincalhona para quem os devotos inventaram uma cabeça de elefante. Todos são deuses poderosos, mas nem eles, nem qualquer outro que eu tenha conhecido em minhas andanças pôde me dar a resposta de que preciso.

E foi então que ouvi falar de alguém, não um deus, mas um sábio iluminado, que dizia haver um caminho para escapar à roda de nascimentos e mortes.

Foi esse último fio de esperança que me trouxe aqui.

Conto de Ana Lúcia Merege, autora de O Castelo das Águias. Uma participação especial para a série Tempos de Sangue.

No Vale do Indo, há 4.000 anos, a jovem Gauri recebe de um deus a incumbência de salvar sua cidade. No entanto, a intolerância dos anciãos pode obrigá-la a um perigoso jogo entre a morte e a vida eterna.