Você não é especial. É apenas gado!

– Não vou lhe dar o prazer de não sentir dor, lindinho. Não mesmo.

Colocou o ferro nas chamas e aguardou pacientemente a ponta avermelhar. Assoviava até, como se estivesse a esperar um pão assar no forno.

Enfiou a ponta incandescente entre as pernas do infeliz, queimando o tecido puído da calça, fazendo chiar a pele.

Ele acordou aos berros e, ao tentar se livrar do objeto que o torturava, queimou a mão.

Grungsdaaal!

– Eu não te compreendi – Stella aproximou o ouvido da boca dele. As lágrimas correndo fartas dos cantos dos olhos.

Astelasrr…

– Acho que você vai precisar reaprender a falar, lindinho – sorriu. – Se bem que não sei se no inferno alguém vai querer te escutar.

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