Não há só beleza na imortalidade

Eu me chamo Zotikos, e venho observando-o há tempos, desde que voltou para Atenas – sorriu e mostrou as presas pontiagudas. – Frequentei as mesmas festas que você, caminhei pelas mesmas ruas, adentrei os mesmos bordéis e me deliciei vendo-o tentar ludibriar cortesãs experientes, que sabiam fingir com maestria teatral. Como eu me diverti ao ver as pessoas atiradas aos seus pés enquanto você só buscava o seu prazer. Era magnífico vê-lo fazer homens poderosos se prostrarem de joelhos e implorarem algum carinho seu. Como a sua indiferença esnobe o destacava na multidão! Você me atraiu e eu atendi o seu chamado.

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