O Brasil durante o desgoverno virou algo sublime
Por mais se tente explicar, não há nada que rime
É escrever vendado no escuro
É olhar grudado a um muro

A gente tinha sonhos com tanto potencial
E nos jogaram de cara no meio do lodaçal
Da ladroagem, da corrupção passiva, ativa, suruba!
E quando reclamamos, logo ouvimos: Vai pra Cuba!

Não tá fácil acreditar no sonho. Não tá fácil sequer dormir!
A gente desperta, suado, querendo correr, mas para onde fugir?
É foda pensar na esperança longe da nossa Terra
Refugiados mesmo quando aqui não há guerra

Os ratos não têm mais medo de correr pelas ruas
De arrancar tudo até deixar as pessoas nuas
Não se escondem mais no esgoto fedido
Só trocam de pele, de ideologia, de partido

Brasil varonil, aqui a educação é crime e o crime compensa
No lugar da vacina, leite condensado e picanha na despensa
Aqui a gente não pode sair para respirar um pouco de ar puro
Que esfrega a cara num grande rabo, num cu com oxiúro

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